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XVIII Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana foi vista em 42 países

A 18ª edição da Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana foi concluída com êxito, com público virtual proveniente de 42 países. O evento foi realizado em 16 e 17 de setembro pela Fundação Konrad Adenauer, pelo CEBRI e pela Delegação da União Europeia no Brasil. O tema de 2021 foi “Ausência de guerras significa paz? Estratégias de segurança internacional em uma nova ordem geopolítica mundial”, e os participantes refletiram sobre os diversos tipos de ameaças à paz e à segurança da população global. Este ano, a Conferência foi apresentada pela jornalista Julia Dias Carneiro em um estúdio baseado em Copacabana, enquanto os outros participantes – especialistas da América Latina e da Europa – debateram a partir de suas casas e gabinetes, espalhados por diversos países.

PIO BORGES

Após a fala introdutória de Anja Czymmeck José Pio Borges – representantes da Kornad Adenauer e do CEBRI respectivamente –, e a do Embaixador Ignácio Ybàñez, o primeiro painel contou com a presença das seguintes autoridades: Annegret Kramp-Karrenbauer, ministra da Defesa da Alemanha; Javier García Duchini, Ministro da Defesa do Uruguai; Stefano Sannino, Secretário-geral do Serviço Europeu para a Ação Externa – o serviço diplomático da União Europeia; o contra-almirante Guilherme Mattos Abreu, representando o Ministério da Defesa do Brasil. O encontro foi moderado por Henning Speck, Assessor de Política Externa e Segurança do Grupo Parlamentar CDU/CSU.

Javier García Duchini Ministro Defesa Uruguai

Stefano Sannino

Henning Speck

Ainda no primeiro dia de evento, o painel “O nexo civil-militar: gestão global de risco e o papel das Forças Armadas”, mediado por Monica Hirst – professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e da Universidad Torcuato di Tella – abordou questões como a relação entre civis e militares e apontou as mudanças climáticas, os ataques cibernéticos e o crime organizado como três desafios centrais.

Danielle Ayres

Para uma das participantes, Danielle Jacón Ayres Pinto, vice-presidente da Associação Brasileira dos Estudos de Defesa (ABED), é importante desconstruir a ideia de que as Forças Armadas têm algum papel político. “Elas são muito mais importantes na sua função efetiva de soberania e de proteção do nosso território contra as ameaças que vêm de fora”, afirmou. Participaram ainda o secretário parlamentar Thomas Silberhorn, membro do Bundestag; Giovanni Manione, general de divisão e vice-diretor do Estado Maior da União Europeia; e Luis Mauricio Ospina Gutiérrez, general de divisão e diretor da Academia Militar da Colômbia.

Giovanni Manione

O painel “Superando a insegurança: multilateralismo e o papel de alianças transnacionais de segurança” abriu o segundo dia de evento. Dessa vez, as discussões se centraram na importância da cooperação internacional contra ameaças como ataques terroristas e cibernéticos, mudanças climáticas, entre outras. Nesse sentido, a União Europeia criou um projeto batizado de “bússola estratégica”. O objetivo, segundo Joanneke Balfoort, diretora de Políticas de Segurança e Defesa da UE, é avaliar o panorama de ameaças e planejar como combatê-las. “É a primeira vez na União Europeia que isso ocorre. Nós pedimos que todos os estados membros contribuíssem com informações para uma análise de ameaças. (…) Existe uma quantidade cada vez mais crescente de ataques híbridos e cibernéticos”, afirmou.

Joanneke Balfoort

Também participaram da mesa Cristián Castaño Contreras, diretor-geral do Centro de Estudos Estratégicos e de Governo do México; e Ronaldo Carmona, professor da Escola Superior de Guerra e senior fellow do CEBRI. A moderação ficou a cargo de Daniela Braun, analista de política externa e segurança da Konrad Adenauer Stiftung.

Daniela Braun

O último painel, “Mudando o jogo: respostas cibernéticas a situações de crise”, focou em cibersegurança, seja diante de ataques a instituições e governos, seja no contexto dos usuários que são vítimas de cibercrimes. A dualidade entre liberdade e controle do ciberspaço também esteve no cerne do debate. “Precisamos garantir que estejamos numa posição e se possível prevenir e contra-atacar invasões cibernéticas”, declarou Diego de Ojeda García-Pardo – chefe da Unidade de Coordenação de Implementação da Política Externa, Segurança e Defesa da UE -, que concluiu: “O espaço cibernético permanece global e aberto, mas é importante também que permaneça seguro”.

Outra participante, a pesquisadora argentina Carolina Sampó, do Conselho Nacional de Pesquisa Científicas e Técnicas (Conicet), analisou o contexto de violência da América Latina e chamou a atenção para o aumento do cibercrime – como roubo, estelionato e sequestros de dados – no último ano: “A pandemia incluiu usuários desavisados, que não estavam acostumados com esse ciberespaço, tornando-os vítimas potenciais desse tipo de crime”. No debate, ainda participaram Kaan Sahin, assessor de tecnologia do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha; e Jeimy J. Cano, professor e pesquisador da Escola Superior de Guerra “Rafael Reyes Prieto”, da Colômbia. A moderação foi feita por André Clark, general manager da Siemens Energy Brasil e membro do CEBRI.

Andre Clark

Jeimy Cano

Ministerin AKK

Por fim, o Embaixador Ignácio Ybàñez concluiu que a resposta para a pergunta-tema do ano foi a de que a ausência de guerras não significa paz – um consenso entre todos os participantes. A diretora da Fundação Konrad Adenauer no Brasil, Anja Czymmeck, e o presidente do conselho curador do CEBRI, José Pio Borges, agradeceram a participação dos painelistas e dos espectadores. Anja também anunciou o início dos preparativos para a próxima edição do evento: em 2022, a Conferência deve acontecer em formato híbrido, reunindo os conferencistas e o público presencialmente no Rio de Janeiro, mas também transmitindo os debates para a grande plateia virtual formada nas duas últimas edições.

Acompanhe as redes da Fundação Konrad Adenauer no Brasil para saber mais sobre o evento. Acesse pelo Instagram, Twitter ou Facebook: @kasbrasil

Michael Karnitschnig

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Roberto Caiafa
Jornalista e Repórter Fotográfico especializado na Editoria de Defesa com mais de 15 anos de experiência profissional. Corresponsal no Brasil de Infodefensa desde abril de 2011. Youtube Canal Caiafamaster (https://www.youtube.com/c/caiafamaster)

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