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Rolls-Royce irá fornecer 608 novos motores para a frota de bombardeiros B-52H da USAF.

Este contrato prevê 608 motores comerciais mais motores de reposição, equipamento de suporte associado e dados de engenharia comercial, para incluir atividades de sustentação, a serem usados na frota de bombardeiros B-52H.
A localização das atividades de remotorização será Indianápolis, Indiana, e espera-se que o trabalho seja concluído até 23 de setembro de 2038.
Este contrato é o resultado de uma aquisição competitiva na qual uma solicitação foi postada e quatro ofertas foram recebidas.
Os fundos para pesquisa e desenvolvimento no valor de US$ 5.464.452 estão sendo liberados no momento da premiação.
Air Force Life Cycle Management Center, Tinker Air Force Base, Oklahoma, é a organização militar da USAF responsável pela contratação (FA8107-21-D-0001).
O número total de motores aqui citado, 608, é exatamente suficiente para substituir um por um os oito motores Pratt e Whitney TF33 encontrados em cada um dos 76 bombardeiros B-52H da Força Aérea.
Para ajudar a manter os custos baixos, a Força Aérea exigiu que as empresas concorrentes ao acordo de reengenharia apresentassem propostas capazes de acondicionar os quatro motores em casulos existentes na aeronave, cada um dos quais possui dois TF33 na configuração atual.
Outras modificações nos bombardeiros estão planejadas como parte do processo de atualização.
A Rolls-Royce está confiante de que os F130s não precisarão ser completamente substituídos durante o resto da vida útil esperada dos B-52Hs da Força Aérea, mas ainda parece provável que a Força Aérea queira comprar peças de reposição com o passar do tempo para garantir que tenha motores extras caso precise deles.
O F130 venceu o CF34-10 da General Electric e o PW800 da Pratt e Whitney para garantir este acordo.

Os motores Pratt e Whitney foram efetivamente os concorrentes nesta competição, embora o motor TF33 que motoriza o B-52H esteja fora de produção desde 1985.
Desde então, a empresa tem continuado a fornecer apoio aos TF33s encontrados nos B-52Hs e outras aeronaves da Força Aérea, mas a um custo cada vez maior.
A partir de 2016, a Força Aérea estava gastando aproximadamente 2 milhões de dólares por motor para revisar os TF33 a cada 6.000 horas de voo.
Este foi um fator importante na decisão da Força Aérea de avançar com este plano de reengenharia a partir de 2017.
 A USAF já havia estudado anteriormente a substituição dos motores destes bombardeiros, mas havia decidido não fazer isso.
O TF33, que motorizou o B-52H desde a entrada em serviço destes bombardeiros nos anos 60, é um projeto datado, ineficiente e de baixo desempenho para os padrões atuais. “Uma vez instalado, o F130 proporcionará uma eficiência de combustível muito maior, aumentando o alcance e reduzindo os requisitos das aeronaves-tanque”, observa a Rolls-Royce. Este foi outro fator importante para a Força Aérea na decisão de prosseguir ou não com o esforço de reengenharia.
Quando se trata de custos, o F130 também tem a vantagem de ser um projeto maduro e em produção. O nome F130 é a designação militar para o popular BR 700 da Rolls-Royce, e milhares de exemplares motorizam uma variedade de jatos comerciais diferentes, bem como o avião Boeing 717.
As aeronaves militares americanas C-37A e B – designações aplicadas ao Gulfstream V e 550s, respectivamente – assim como as aeronaves Bombardier BD-700 E-11A Battlefield Airborne Communications Node (BACN) da Força Aérea, já utilizam versões deste motor, simplificando ainda mais a manutenção e as cadeias logísticas.
Independentemente disso, novos motores de qualquer tipo são um marco importante na já impressionantemente longa carreira do B-52 e serão fundamentais para garantir que os bombardeiros possam continuar a servir a Força Aérea nas próximas décadas.
A reengenharia é apenas uma das várias atualizações que estas aeronaves deverão receber nos próximos anos.
Seu já diversificado arsenal está previsto para crescer substancialmente, inclusive com a adição de novos mísseis hipersônicos.
Portanto, pode-se concluir que a adição de novos motores F130 aos B-52H da Força Aérea é uma das, se não a mais significativa, atualizações que estas aeronaves já receberam e é um enorme e esperado passo à frente em direção a esta nova fase de sua vida útil.

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Roberto Caiafa
Jornalista e Repórter Fotográfico especializado na Editoria de Defesa com mais de 15 anos de experiência profissional. Corresponsal no Brasil de Infodefensa desde abril de 2011. Youtube Canal Caiafamaster (https://www.youtube.com/c/caiafamaster)

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