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Vice-primeiro-ministro Błaszczak: Estamos comprando armas sul-coreanas. Serão 48 caças FA-50 e pelo menos 180 tanques K2

O vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa Nacional da Polônia, Mariusz Błaszczak , em entrevista ao semanário “Sieci” , informou que o Governo Polonês fechou uma negociação para comprar um grande pacote de armas sul-coreanas.

Serão  entregues aos poloneses 48 caças FA-50 para equipar três esquadrões, com as primeiras entregas previstas para 2023.

Uma quantidade significativa do aclamado carro de combate “Black Panther” K2 também foi adquirida

Espera-se as primeiras entregas desta arma blindada moderna aconteçam ainda em 2022, e um total de 180 desses carros de combate sobre esteiras está sendo adquirida no primeiro lote.

Esses 180 K2 Black Panthers se juntarão a força declarada de 366 MBT M-1 Abrams que a Polônia opera atualmente.

Trata-se de uma combinação formidável, ainda mais que os K2 deverão ter boa parte de seus componentes e sistemas fabricados localmente, rompendo de vez com qualquer possibilidade de uso ou produção de material blindado da era soviética na Polônia, em definitivo.

Outro contrato que está fechado, mas ainda existe dúvida sobre a quantidade adquirida, é o da compra de obuseiros de 155mm autopropulsados do tipo K-9.

As fontes polonesas falam em até 600 desses blindados, o que demonstra a importância que a Arma de Artilharia tem nos dias atuais na Europa.

FA-50 x M346 Master

Um Sukhoi SU-22 MK4 (Foto: Roberto Caiafa)

A disputa entre o avião sul-coreano e o modelo italiano da Leonardo teria como objetivo a substituição dos últimos 32 Sukhoi SU-22MK4 Fitter da Força Aérea Polonesa, que já é usuária de 16 exemplares do M-346 Master na 41ª base aérea de treinamento.

A Leonardo ofereceu uma versão avançada de ataque do M-346 Master (chamado BIELIK na Polônia), mas parece que a escolha recaiu sobre o modelo sul-coreano, pois na verdade trata-se de um pacote de venda de grandes proporções.

Razões para favorecer o FA-50

O produto das indústrias aeroespaciais coreanas ou KAI é um treinador avançado e um caça supersônico leve, monomotor, projetado a partir do conhecimento adquirido pelos engenheiros coreanos durante a fabricação licenciada do KF-16. 

Assim, em essência, é uma aeronave derivada do F-16.

De acordo com vários relatos da mídia polonesa, essa é uma das razões que inclinou a balança a favor do FA-50, sua compatibilidade com o F-16, do qual a Polônia opera 48 unidades.

Pela mesma razão, adaptar o FA-50 à infraestrutura existente deverá ser, tecnicamente falando, fácil e rápido.

Também na área de treinamento de pilotos, a aeronave coreana tem uma vantagem, pois a transição do FA-50 para o F-16 é mais rápida do que de outros treinadores avançados, e a partir daí eles podem passar para o F-35. 

Isso reduziria significativamente os custos de treinamento.

E como um avião de combate? Dependendo do equipamento escolhido, o FA-50 pode integrar um radar AESA americano ou israelense (e mais tarde também coreano) e uma variedade de armas e sensores modernos, permitindo realizar operações ar-ar, ar-solo ou missões ar-superfície em um ambiente de combate moderno.

O anúncio oficial e a assinatura do contrato provavelmente ocorrerão durante a MSPO International Defense Industry Exhibition, que será realizada a partir de 6 de setembro na cidade polonesa de Kielse.

 

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Roberto Caiafa
Jornalista e Repórter Fotográfico especializado na Editoria de Defesa com mais de 15 anos de experiência profissional. Corresponsal no Brasil de Infodefensa desde abril de 2011. Youtube Canal Caiafamaster (https://www.youtube.com/c/caiafamaster)

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