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“UM SÉCULO DE BLINDADOS NO BRASIL. BRAÇO FORTE NA DEFESA DA PÁTRIA. AÇO!” Nº01

Dando início as comemorações do “Centenário da Tropa Blindada do Exército Brasileiro“, todas as correspondências oficiais da corporação deverão apresentar a seguinte frase “”UM SÉCULO DE BLINDADOS NO BRASIL. BRAÇO FORTE NA DEFESA DA PÁTRIA. AÇO!“”.

Ainda não foi divulgado pelo Exército Brasileiro arte gráfica ou campanha de mídia sobre o Centenário, acreditando-se que para breve isso deverá acontecer.

A determinação saiu publicada no Boletim do Exército Nº 1-B/2020, de 12 de janeiro de 2021.

A Força Blindada do Exército Brasileiro – A história em fotos de Roberto Caiafa

O carro de combate histórico Renault F.T. Mod. 1917 do Exército Brasileiro (EB), preservado no Centro de Instrução de Blindados (CIBlb) realizou o giro de motor.

Esse pioneiro em toda a América do Sul (adquirido pelo Exército Brasileiro na década de 1920 do século passado) foi durante muitos anos parte do acervo da Escola de Material Bélico até ser transferido mais recentemente para o Rio Grande do Sul.

O FT.17 preservado fez parte de um lote de 12 unidades adquirido em 1921 para compor a dotação da 1ª Companhia de Carros de Assalto, comandada pelo lendário capitão José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque.

Seis exemplares possuíam a torre fundida (Berliet), e cinco a torre octogonal rebitada (Renault).

Um único exemplar de comunicações era desprovido de torre e equipado com um rádio rudimentar.

Pela sua experiência na 1ª Guerra Mundial envolvendo carros de combate, José Pessoa participou da organização da primeira unidade do tipo no Exército Brasileiro, permanecendo no comando 1ª Companhia de Carros de Assalto até 1923, quando foi promovido a major (chegaria ao posto máximo de marechal ao final da carreira).

Durante o seu comando, a 1ª Companhia de Carros de Assalto foi a responsável por deter a marcha dos oficiais rebeldes em direção ao Palácio do Catete, sede do governo federal na cidade do Rio de Janeiro, durante o Levante do Forte de Copacabana (1922).

Projetado e fabricado ao final da Primeira Guerra Mundial (1914/1918), este pequeno blindado pesava seis toneladas e meia e era operado por dois tripulantes, um motorista e o atirador/comandante do carro.

O design da torre desse modelo, com giro de 360º, tornar-se-ia padrão em quase todos os carros de combate que vieram depois.

Essa torre podia receber dois tipos de configurações de armamentos, comuns durante a 1ª Guerra Mundial, os modelos “canon”, cuja torre giratória Berliet dotada com um pequeno canhão Puteaux de 37 mm era utilizada para anular posições de metralhadoras e casamatas; e os modelos “mitrailleuse” equipados com torre octogonal rebitada Renault armadas com um par de metralhadoras Hotchkiss de 7.92 milímetros utilizadas no apoio de fogo ao avanço da infantaria.

No próximo artigo, os carros de combate do Exército Brasileiro entre as Duas Guerras Mundiais e na 2ª Guerra Mundial!

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Roberto Caiafa
Jornalista e Repórter Fotográfico especializado na Editoria de Defesa com mais de 15 anos de experiência profissional. Corresponsal no Brasil de Infodefensa desde abril de 2011. Youtube Canal Caiafamaster (https://www.youtube.com/c/caiafamaster)

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2 Comments

  1. parabens pelo artigo ,vejam o site,WWW.SISTEMADEARMAS.COM.BR , vale apena da uma olhada e compartilhar.

  2. Excelente matéria Caiafa, viva a história!!!

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