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Tanques médios TAM 2C do exército argentino serão atualizados com torres da IMPSA

O contrato inclui os serviços de soldagem dos suportes da unidade auxiliar de energia e do suporte de equipamento da torre. 

As obras estão sendo realizadas no Batalhão 602 de Arsenais.

A Argentina planeja preparar de dois a três tanques TAM-2S até o final do ano, informa Joseph Chacko. 

A iniciativa conta com contribuições do Fundo de Defesa Nacional (FONDEF). 

A IMPSA é uma empresa local especializada em alta metalurgia e geração de energia com clientes em todo o mundo.

TAM 2

O Tanque Argentino Mediano (TAM, Tanque Médio Argentino) é um tanque médio em serviço com o Exército Argentino. 

Sem experiência e recursos para projetar um tanque, o Ministério da Defesa argentino contratou a empresa alemã Thyssen-Henschel. O veículo foi desenvolvido por uma equipe alemã e argentina de engenheiros e foi baseado no chassi do veículo de combate de infantaria alemão Marder.

O TAM atendeu à exigência do Exército Argentino de um tanque moderno, leve e rápido, com silhueta baixa e poder de fogo suficiente para derrotar as ameaças blindadas contemporâneas. 

O desenvolvimento começou em 1974 e resultou na construção de três protótipos no início de 1977 e produção em grande escala em 1979.

A montagem ocorreu na fábrica local da TAMSE de 9.600 metros quadrados (103.000 pés quadrados), fundada para esse fim pelo governo argentino . Dificuldades econômicas interromperam a produção em 1983, mas a fabricação recomeçou em 1994 até que o pedido do exército de 200 tanques fosse cumprido.

A série TAM inclui sete variantes diferentes, como um obus autopropulsado de 155 mm (6,1 polegadas) e um veículo de morteiro autopropulsado. 

No total, foram construídos mais de 280 veículos desse tipo, entre veículos blindados de transporte de pessoal, peças de artilharia e morteiros. O TAM e o VCTP (Veículos de Combate de Infantaria baseados no chassi TAM) foram fabricados para o Exército Peruano, apenas para serem integrados ao Exército Argentino quando o Peru rescindiu o contrato. A TAM também concorreu por outros pedidos de exportação, mas a TAM acabou não sendo exportada.

O TAM nunca viu combate, embora 17 VCTPs tenham sido enviados para a Croácia para a missão de paz UNPROFOR das Nações Unidas.

Projeto TAM 2C

O projeto TAM 2C visa atualizar este veículo de combate com todos os avanços tecnológicos que lhe permitam cumprir sua missão nas mais diversas situações que possa enfrentar. 

Envolve mão de obra local, treinamento de pessoal participante e transferência de tecnologia, relata Joseph Chacko. As atualizações do TAM 2C permitirão à TAM uma maior chance de sobrevivência, a capacidade de responder a ameaças e a possibilidade de lutar tanto durante o dia quanto à noite.

Procurou-se também melhorar o nível de proteção da tripulação; otimizar a precisão de disparo estático e em movimento; priorizar a digitalização dos sistemas de controle e disparo e eliminar os antigos sistemas hidráulicos de movimentação da torre. 

Entre as principais modificações está um novo sistema eletrônico para movimentos da torre e um novo sistema digital para controle e execução de disparos. Estima-se que com munições especiais, possa ter um alcance efetivo de 3.500 m. 

A munição especial inclui projéteis APFSDS, um novo projétil HEAT e a capacidade de disparar mísseis guiados antitanque LAHAT.

No início de 2021, Argentina e Israel concordaram em retomar o projeto de modernização da TAM, segundo declarações do ex-embaixador argentino em Israel, Sergio Urribarri. Após uma reunião com o diretor da Agência de Cooperação Internacional do Ministério da Defesa de Israel, o general-de-brigada Yair Kulas, o diplomata argentino, explicou que os trabalhos começariam nesse mesmo ano e se estenderiam pelos próximos 5 a 7 anos.

Da mesma forma, o embaixador destacou que o governo israelense assegurou-lhe que os TAMs seriam dotados de tecnologia moderna desenvolvida durante os anos em que este projeto esteve parado, sem que isso implique aumento no valor do contrato original.

Características:

Tipo

Carro de combate

País de origem

Argentina

História de serviço

Em serviço

2013 até presente

Operadores

Exército Argentino

Especificações

Peso

31 Toneladas

Comprimento

6,7 metros

Largura

3,25 metros

Altura

2,42 metros

Guarnição

4 militares

Armamento principal

Canhão FM K.4 modelo 1L 105mm

Armamento secundário

Metralhadora FN Mag 7,62mm

Motor

MTU-MB 833 Ka-500, 6 Cilindros 720 CV

Relação potência /peso

28 CV/Kg

Velocidade máxima

75km/h

Capacidade de combustível

680 litros

Autonomia

590 km

Trens de rolamento

Lagartas com 6 rodas de apoio de cada lado

Suspensão

Barra de torção

O Tanque Médio Argentino(TAM) é um carro de combate do Exército Argentino que foi fabricado pela empresa Tanque Argentino Mediano Sociedad del Estado nas décadas de 1970 e 1980. A partir do modelo principal, surgiram diferentes variantes e modernizações. Nesse artigo vamos falar da Terceira Modernização.

Em dezembro de 2010, a Argentina assinou um convênio com o Ministério da Defesa Israelense, e em 2015, o governo de Israel firmou um contrato com as empresas Elbit, Israel Military Industries e Tadiran, para a modernização do TAM, desenvolvendo-se as versões 2C e posteriormente a IP. Foi acordada a modernização de 74 unidades. Até agosto de 2017, apenas 03 estão prontas.

Em 23 de abril de 2013, por ocasião da celebração do dia da Arma de Cavalaria, foi entregue o primeiro protótipo denominado TAM 2C.

Os trabalhos realizados compreendem as seguintes modificações:

1) Modernização total da torre, conservando apenas os componentes mecânicos e estruturais básicos. Foi instalada uma estação meteorológica, um periscópio COAPS para o comandante do CC, um novo aparelho de pontaria para o atirador, um sistema de detecção laser e uma camisa térmica para o canhão .

2) A estação meteorológica automática foi instalada para melhorar os cálculos balísticos. Ela consegue aferir a velocidade do vento e a temperatura ambiente.

3) O novo periscópio(COAPS) do comandante do carro é estabilizado e independente do periscópio do atirador, possui, além da visão diurna, canal termal e telemetria laser. A visualização é feita através de tela LCD (liquid crystal display).

4) O atirador recebe um novo periscópio com visão termal e telemetria laser. A visualização é feita através de tela LCD.

5) Foi incorporado no TAM 2C um sistema de detecção laser, que indica a presença de ameaças inimigas, para que, após essa identificação, a guarnição execute um ataque ou uma manobra evasiva, conforme as características do inimigo. O sistema indica a direção e o ângulo de elevação da ameaça e a guarnição do CC recebe um aviso visual através de uma lâmpada vermelha que começa a piscar.

6) O computador de tiro analógico foi substituído por um digital Honeywell. Com isso, o TAM 2C tem a capacidade de lançar o míssil LAHAT(Laser Homine Attack) que pode chegar a 8000m de alcance.

7) O sistema de intercomunicação foi substituído, e se incorporou um sistema digital de comunicações com rádio com salto de frequência criptografado e transmissão de dados em banda larga(inclusive vídeo) o Sistema de Gerenciamento de Campo de Batalha da um panorama exato da situação, exibindo em telas LCD tanto para o atirador quanto para o comandante.

8) A mudança do sistema de giro da torre passa de hidráulico para elétrico, o qual permitiu um aumento da velocidade de giro.

9) A estabilização foi substituída, otimizando assim a velocidade de busca e aquisição de alvos, essenciais para a sobrevivência em combate.

10) Um sistema para auxiliar no carregamento do canhão foi instalado. Esse sistema corta momentaneamente a estabilização do canhão para que o auxiliar do atirador carregue a munição, enquanto o aparelho de pontaria mantêm-se estabilizado e fixo no alvo. Uma vez carregado o canhão, ele se alinha novamente com o aparelho de pontaria e estabiliza-se. Com esse sistema, pode-se disparar 3 vezes mais tiros do que o sistema presente nas versões anteriores do TAM.

11) No chassi, uma unidade de potência auxiliar (UPA) externa foi instalada para permitir a operação da torre estando o CC com seu motor desligado. É um equipamento ideal para operações de vigilância tendo em vista o baixo nível de ruído e baixa assinatura térmica.

12) Para melhorar a condução do TAM 2C, foi instalada uma máscara térmica para o motorista, que permite a condução em ambientes noturnos e diurno, com neve ou fumaça.

13) A adoção de saias laterais diminuem sensivelmente o efeito “cometa” produzido pela poeira oriunda do movimento dos trens de rolamento durante a condução através campo.

14) Para fins de proteção da guarnição, foi instalado um sistema de detecção e supressão de incêndio no compartimento de combate. As outras versões possuem apenas esse sistema no compartimento do motor.

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Roberto Caiafa
Jornalista e Repórter Fotográfico especializado na Editoria de Defesa com mais de 15 anos de experiência profissional. Corresponsal no Brasil de Infodefensa desde abril de 2011. Youtube Canal Caiafamaster (https://www.youtube.com/c/caiafamaster)

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1 Comment

  1. Caiafa, a versão Tam 2IP possui mais blindagem além da modernização proposta na 2C. Há informações do motivo da escolha da atualização para 2C e não 2IP ?

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