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Poseidon 2021: Pessoas, Máquinas e Lições

A principal tarefa colocada para terra, mar e ar na Poseidon 2021 foi a interoperabilidade plena das operações aéreas sustentadas, de dia e a noite, a partir de plataforma navio aeródromo com convoo livre de proa a popa, empregando óculos de visão noturna e pouso/decolagem com o navio em movimento, dentro de um quadro tático.

Missões foram cumpridas.

A logística foi colocada a prova.

Aeronaves voaram suas horas de emprego previamente planejadas com total disponibilidade dentro de um exigente cenário operacional a 60 milhas da costa.

Pilotos foram treinados ou re-qualificados, não faltou combustível e pista (convoo), a segurança das operações foi total e diferentes máquinas de asas rotativas voaram suas inúmeras missões, diurnas e noturnas, a partir do maior navio da América do Sul, que aliás, se chama “Atlântico”, e a partir da Fragata F43 Liberal, escolta do A140 durante o exercício realizado no través do litoral de Cabo Frio (RJ).

O principal objetivo, a operação dos helicópteros H-225M das três forças a partir do navio com efetividade militar foi alcançada após meses de preparo e inúmeros outros treinamentos e exercícios, a Poseidon deixando um recado claro, dentro do alcance do Atlântico e escoltas, e contando com superioridade aérea sobre a área de operações, as Forças Armadas brasileiras seriam capazes de lançar um assalto aeromóvel em larga escala, do mar para terra, operando até 16 helicópteros médios do tipo H-225M entregues as três forças através do Programa HX-BR.

Como um bom jogador de golfe, o comandante geral de operações pode “alocar” a bordo do Atlântico espaço para uma “massa” de helicópteros H-225M de transporte, cada um entregando por viagem 25 soldados e/ou carga enganchada, pelo menos dois helicópteros H-225M ASuW UH-15B capazes de lançar mísseis Exocet, mais helicópteros SH-16 Sea Hawk (míssil Penguin) e AH-11B WildLynx (míssil Sea Skua) especializados em missões anti-submarino e anti-superfície.

Evidentemente, o potencial do navio em missões humanitárias continentais e intervenções expedicionárias internacionais sob a égide das Nações Unidas não deve ser descartado, no entanto, sem receber melhorias na sua defesa antiaérea na forma de mísseis superfície-ar de médio alcance, o A140 deverá operar apenas no oceano que lhe dá nome, o que já é muita coisa.

Adicionalmente, é sempre oportuno recordar, a Esquadra não possui hoje navio logístico/tanque de casco duplo construído dentro das regras internacionais e capaz de acompanhar e reabastecer um grupo tarefa, portanto, em uma comissão ao exterior, o Atlântico dependeria de portos amigos para reabastecer a si mesmo e seu destacamento aéreo embarcado.

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Roberto Caiafa
Jornalista e Repórter Fotográfico especializado na Editoria de Defesa com mais de 15 anos de experiência profissional. Corresponsal no Brasil de Infodefensa desde abril de 2011. Youtube Canal Caiafamaster (https://www.youtube.com/c/caiafamaster)

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