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Pilotos de provas da Embraer solam o F.39 Gripen brasileiro!

Em novembro de 2020, os pilotos de provas da Embraer Eduardo Rodrigues e Carlos Chester fizeram um voo solo no caça Gripen pela primeira vez na Unidade Gavião Peixoto.

Os voos estão sendo realizados no Centro de Ensaios em Voo do Gripen pela Saab, em estreita parceira com a Embraer, e ambos os pilotos passaram anteriormente por um intenso treinamento em Linköping, na Suécia.

Os pilotos de provas da Embraer possuem um longo histórico de voos marcantes em diferentes aeronaves fabricadas pela empresa brasileira, seja nos céus do Brasil ou no exterior.

No Paris Air Show 2019 o novíssimo avião executivo Praetor 600 foi comandado por Carlos Moreira Chester e Anderson de Oliveira e Silva Júnior.

Já o grandioso KC-390 ficou nas mãos de Márcio Brisolla Jordão e Eduardo Antonio Carcavallo Filho.

Os pilotos Eduardo Galdo Camelier e José Alfredo Thome Penna Júnior comandaram o novo E-JET E195-E2.

 

Formação Profissional 

Ao testar um avião é necessário levá-lo aos extremos de velocidade, altura, condições climáticas e inclinações, observando seu desempenho.

Os limites, durante esses voos, são atingidos com muita precisão e técnica, em um procedimento chamado de “expansão de envelope de voo”.

Um dos testes mais desafiadores é o stall, quando o avião chega a uma velocidade mínima até ficar sem controle, perder sustentação e depois precisa se recuperar.

O contrário, chamado de flutter, quando leva-se a aeronave à máxima velocidade, também é um dos testes que precisam ser realizados para verificar os requisitos de segurança da aeronave quando em voo.

Diante de qualquer situação inesperada, há que se ter habilidade e muito treino para enfrentá-la com tranquilidade e racionalidade.

Na Embraer, além da expansão de envelopes de voo, cada aeronave é testada por um tempo específico.

O EMB-314 Super Tucano e o Phenom 100/300 ficam nos céus por, aproximadamente, uma hora e meia; o E190-E2 por quatro horas; o KC-390 por seis.

Que um primeiro voo nunca é igual ao outro, é verdade.

Mas todos eles passam pela mesma tradição: o batismo.

Quando o avião pousa, dois caminhões de bombeiro fazem um arco d’água para a aeronave passar embaixo.

Em seguida, os bombeiros, com uma mangueira, dão um banho no piloto ao descer do cockpit da sua aeronave.

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Roberto Caiafa
Jornalista e Repórter Fotográfico especializado na Editoria de Defesa com mais de 15 anos de experiência profissional. Corresponsal no Brasil de Infodefensa desde abril de 2011. Youtube Canal Caiafamaster (https://www.youtube.com/c/caiafamaster)

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1 Comment

  1. Três Eduardos entre os pilotos de provas da Embraer, quando falo que nós, os Eduardos vamos dominar o mundo o povo me azara.rs

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