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O substituto do Wiesel, o LUWA Armoured Weapons Carrier (AWC)

O Wiesel é um veículo sobre esteiras aerotransportável desenvolvido pela empresa Rheinmetall para o Exército da Alemanha.

Esse pequeno blindado com dois tripulantes foi produzido em duas variantes, Wiesel 1 (motor Audi turbo diesel) e Wiesel 2 (motor Volkswagen turbo diesel).

O “tanquete” alemão pesa aproximadamente 2,75 toneladas e pode atingir até 70 km/h.

Versátil, pode ser usado como veículo metralhadora, de combate de infantaria com canhão de fogo rápido, lançador de míssil anticarro guiado, porta-morteiro, sistema antiaéreo de curto alcance e baixa altura com veículos lançadores e radar, ambulância, etc.

Na organização dos batalhões aerotransportados, os Wiesel são “entregues” no campo de batalha por helicópteros CH-53 ou CH-47 da Heeresfliegertruppe.

Desenvolvendo grande velocidade, podem tomar posições pelos flancos rapidamente, além de apoiarem a infantaria com fogo de canhão e capacidade anticarro de curto alcance (emboscadas) empregando mísseis TOW (MELLS).

O Wiesel é um veículo blindado leve aerotransportável para uso pelos paraquedistas e Infantaria Aerotransportada do Bundeswehr (Exército Alemão).

Os requisitos que o criaram determinavam que o veículo coubesse em aviões de transporte comuns da OTAN e pudesse eventualmente ser lançado por via aérea.

Ele deveria ser capaz de combater a infantaria, bem como tanques ou aeronaves inimigas de acordo com a versão e o armamento.

O Bundeswehr encomendou 343 dos veículos em 1985, com entregas a partir do final dos anos 80.

O veículo recebeu o nome Wiesel (“doninha”) por causa de seu pequeno tamanho e agilidade, o que o torna muito difícil de ser detectado no campo de batalha.

A produção do Wiesel 1 terminou em 1993.

De 343 veículos Wiesel 1, 210 estavam armados com o sistema de mísseis guiados por fio Raytheon TOW e 133 têm a torre KUKA E6-II-A1 de um homem armada com o sistema de canhão com alimentação dupla Rheinmetall Mk 20 RH-202 de 20 mm.

A Alemanha implantou ambos os tipos na Somália em 1993 como parte da intervenção das forças das Nações Unidas na Guerra Civil da Somália (UNISOM II).

O Wiesel 2 é uma versão ampliada e estendida do Wiesel 1 com cinco rodas em vez de quatro, e um motor mais potente.

A Bundeswehr encomendou 178 unidades do novo veículo em vários tipos, incluindo defesa aérea, radar e lançador de mísseis antiaéreos, porta morteiros de 120 mm, comando e controle, combate a incêndios e variantes ambulância.

Emprego do Wiesel Modernizado

(U.S. Army photo by Spc. Courtney Hubbard)

Uma Companhia Aerotransportada “Pesada” do Exército Alemão possui atualmente três pelotões de armas e um pelotão antitanque.

A tarefa do Wiesel modernizado é apoiar as companhias de combate com fogo tenso poderoso e de longo alcance.

Dependendo da situação e da ordem, o pelotão antitanque aumenta as capacidades antitanque das companhias ligeiras ou serve ao comandante regimental como reserva antitanque móvel.

A estrutura e a ordem das respectivas companhias aerotransportadas “pesadas” serão mantidas quando o substituto do Wiesel entrar em serviço, porém, haverá mudanças no equipamento.

Os Wiesel 2 atuais são equipados ou com o canhão MK 20 mm ou com o ATGM TOW.

Ambas as versões de combate do Wiesel 2 estão sendo modernizadas como parte de uma extensão da vida útil recebendo optrônicos mais potentes e capacidade de disparar o MELLS (sistema de mísseis guiados por fibra óptica multi-funções) da EuroSpike.

Os Wiesel 2 modernizados deverão permanecer em uso até 2030, quando serão substituídos pelo Armoured Weapons Carrier LuWa.

O LUWA, substituto do Wiesel, ainda está na fase conceitual de desenvolvimento e já enfrenta forte oposição de setores que defendem um salto direto para veículos multifuncionais autônomos telecomandados em rede a distância, tecnologia que vem ganhando novos adeptos no meio militar ano a ano.

Sobre o conceito LUWA ainda existem poucos dados concretos, os requisitos indicando um peso máximo de quatro toneladas e meia (quase o dobro de peso dos Wiesel 1 e 2), dois tripulantes abrigados no chassi, adoção de uma torre não tripulada da empresa eslovena Valhalla (com escotilha e acesso ao chassi), o veículo servindo de base tanto para emprego com um canhão de 27 mm municiado com projéteis anticarro quanto com o sistema MELLS (mísseis anticarro guiados EuroSpike).

Profissionais que tiveram acesso aos requisitos iniciais tem criticado o armamento da opção canhão, o veterano Mauser de 27 mm.

Porém, o Exército Alemão na atualidade não tem nenhuma arma nos calibres 25 x 137 mm e 30 x 113 mm, mas a arma em calibre 27 x 145 mm está amplamente difundida em várias aplicações (Tornado, Typhoon, MLG-27); há uma cadeia de fornecimento e estoques de munição para ela.

Por fim, o canhão Mauser 30 x 173 mm MK 30 provavelmente seria muito potente/pesado para uma plataforma tão leve.

Quanto a torreta, a empresa que vem sendo comentada, a pouco conhecida Valhalla aparenta não ter muita experiência e a torre selecionada (não tripulada, mas com um acesso para os soldados observarem/operarem sobre a escotilha) ainda não foi feita e existe apenas conceitualmente, sendo baseada um modelo da empresa que usa justamente o Mauser de 27 mm e pode receber lançadores compactos ATGM integrados.

Pelo desenho conceitual, os níveis de proteção blindada na torreta e chassis do novo LUWA serão bastante superiores aos verificados nos Wiesel 1 e 2, mas ainda é cedo para cravar se uma motorização híbrida composta com dois grupos de esteiras poderá absorver o incremento de peso da blindagem, o aumento de volume e ainda manter a incrível agilidade dos Wiesel sem implicar em mais manutenção e gastos.

É preciso lembrar aos mais apressados nas críticas que o Conceito LUWA, no estágio atual, existe apenas como um demonstrador de tecnologia, portanto, espera-se que quaisquer imaturidades de projeto sejam detectadas e fixadas antes que o veículo definitivo entre em serviço por volta de 2031.

A novidade do conceito LUWA é o emprego de propulsão híbrida diesel-elétrica com adoção de dois conjuntos de esteiras, cada uma com seu boogie de rodetes e roda dentada tensora, indicando dois grupos de motores híbridos compactos para atender cada conjunto de rodas dentadas de tração.

Segundo alguns fabricantes, essa solução em veículos leves amplia a agilidade e permite o emprego do veículo em diversos cenários operacionais com segurança e bom desempenho geral, algo que os Wiesel 1 e 2 já fazem com regularidade porém sem oferecer proteção adequada a seus operadores.

O aumento de peso no conceito LUWA tem como limitador a capacidade de carga do CH-53E/M (um blindado transportado internamente) ou do CH-47F/M Chinook (um blindado transportado como carga externa enganchada).

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Roberto Caiafa
Jornalista e Repórter Fotográfico especializado na Editoria de Defesa com mais de 15 anos de experiência profissional. Corresponsal no Brasil de Infodefensa desde abril de 2011. Youtube Canal Caiafamaster (https://www.youtube.com/c/caiafamaster)

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