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KF 51 PANTHER X T-14 ARMATA: UMA COMPARAÇÃO INEVITÁVEL

A última vez que um tanque alemão recebeu o nome “Panther” foi na década de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, e a Rheinmetall-Borsig era um de seus fabricantes.

Na exposição internacional Eurosatory 2022, que aconteceu de 13 a 17 de junho em Paris, foi apresentado oficialmente um novo carro de combate da Rheinmetall — o KF51 Panther .

KF significa “Kettenfahrzeug” (veículo sobre esteiras).

Não existem muitas informações específicas sobre o novo produto, dados sobre os contratos celebrados, os parâmetros da blindagem e outras características dos sistemas embarcados.

No entanto, a descrição geral do fabricante sobre o KF 51 faz eco seriamente em outro carro de combate introduzido há alguns anos em um país completamente diferente (leia-se Armata T-14, Rússia).

Apesar disso, em um folheto especial dedicado ao novo Panther, a Rheinmetall o considera um fator de mudança de jogo.

O principal recurso do novo MBT é uma arma principal de 130 milímetros.

Pela primeira vez para carros de combate alemães (e de fato para projetos ocidentais relevantes, produzidos em série), estamos falando de um calibre maior que 120 milímetros.

Anteriormente, a arma ocidental mais poderosa era a Rheinmetall Rh-120 (com um comprimento de cano de 55 calibres), instalada no Leopard-2 e Abrams (versão licenciada).

A nova arma alemã de 130 milímetros foi apresentada formalmente na Eurosatory 2016 em resposta ao aparecimento de dados sobre o MBT russo Armata.

Este último está armado com um canhão 2A82, cuja energia de disparo é 17% maior que a do Rheinmetall Rh-120/L55.

Além disso, o canhão russo está equipado com um carregador automático completo, ausente em tanques alemães e americanos modernos em série (32 projéteis são carregados em seu sistema).

Mas o novo canhão alemão de 130 milímetros excede a energia do Rh-120 / L55 em 50% – ou seja, cerca de 30% mais poderoso que o russo 2A82.

O peso do canhão de 130 milímetros (com sistemas auxiliares) é de 3.000 kg e o 2A82 é de 2.700 kg.

Pela primeira vez no projeto e construção de tanques alemães, a arma possui um carregador automático completo, com 20 projéteis prontos para disparo.

Após esgotar-se a munição no carregador, e necessário repor a munição manualmente.

Ao contrário do Armata, o Panther KF51 possui uma metralhadora de 12,7 mm coaxial com o canhão.

O MBT russo está equipado com uma metralhadora de 7,62 mm em uma instalação automatizada móvel separada acima da parte principal da torre.

O fabricante alemão menciona que é possível instalar armas auxiliares controladas remotamente em seu carro.

O modelo exposto na Eurosatory estava armado com uma metralhadora de 7,62 mm.

Também foi demonstrado a instalação de um sistema de lançamento para drones de ataque kamikaze (loitering munition) HERO 120 integrado à torre.

O Panther tem uma excelente proteção passiva (blindagem), mas também faz uso de proteção reativa (provavelmente blindagem dinâmica integrada ao corpo, como o “Armata”).

O novo MBT alemão também faz uso de sistema de “proteção ativa”, provavelmente uma nova versão derivada do EuroTrophy, que pode ser usado contra projéteis perfurantes.

Como o KF 51 tem carregamento automatizado, sua tripulação base é de três pessoas, embora a Rheinmetall observe a possibilidade de encontrar uma quarta pessoa – por exemplo, que funciona como um operador de subsistemas para controlar um drone a bordo.

Segundo o folheto institucional da empresa, o peso do KF 51 é de 59 toneladas e a autonomia é de 500 quilômetros.

Ou seja, ele é seis toneladas mais pesado que o russo T-14 Armata, mas tem a mesma autonomia em campanha.

Em azul, o canhão de 130mm, a mira estabilizada em 4 eixos com visão de 360º do comandante, o lançador de drones suicidas e a estação de armamento remotamente operada.

A empresa desenvolvedora afirma que o KF51 é o primeiro representante de uma nova geração de veículos de combate.

No entanto, a partir de sua descrição, é extremamente difícil entender exatamente quais recursos do alemão Panther KF 51 o russo T-14 Armata não possui.

Existem, no entanto, diferenças cruciais, já que o T-14 Armata utiliza uma torre não tripulada (que é perceptível por seu pequeno tamanho) e a tripulação de três pessoas fica posicionada no chassi em um compartimento separado atrás da placa de blindagem frontal.

Motorista e operador especialista ficam no chassis, enquanto atirador e comandante do carro ficam na torre do KF 51 Panther.

No carro alemão, o layout é absolutamente conservador, com o compartimento da tripulação dentro da torre tripulada, configuração conhecida desde a Primeira Guerra Mundial.

No entanto, a digitalização de sistemas do KF 51 e seu BMS são reputadamente entendidos como superiores aos sistemas russos atualmente em desenvolvimento.

O veículo alemão faz amplo emprego de telas digitais de fácil operação, fusão de dados, conectividade de alta velocidade e nuvem de combate (network) para a operação e integração de drones e suas informações e/ou guiamento e controle de munições suicidas.

O posto do comandante do carro: telas de alta definição com realidade aumentada, conectividade total e ampla fusão de dados dos sensores e sistemas de apoio.

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Roberto Caiafa
Jornalista e Repórter Fotográfico especializado na Editoria de Defesa com mais de 15 anos de experiência profissional. Corresponsal no Brasil de Infodefensa desde abril de 2011. Youtube Canal Caiafamaster (https://www.youtube.com/c/caiafamaster)

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