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Índia suspende proibição imposta em 2014 a Leonardo para atuar no seu mercado de Defesa.

A Índia retirou formalmente a proibição que havia no País contra a empresa italiana Leonardo, abrindo caminho para que esta participe de vários projetos em andamento e posso se candidatar as licitações dos próximos contratos de defesa.

Uma nova notificação datada de 12 de novembro, emitida pelo Ministério da Defesa com uma lista de empresas impedidas / colocadas em espera /suspensas de fazer negócios com a Índia, não menciona a empresa italiana que foi proibida em 2014 de participar de qualquer licitação governamental pelo então governo da UPA liderada pelo Congresso devido as acusações de envolvimento da Leonardo em pagamento de propinas no golpe do helicóptero VVIP.

Na época, em 2010, o Ministério da Defesa da Índia teria forçado o processo para assinar um acordo de compra de helicópteros Augusta Westland AW101 VVIP antes do orçamento oficial ser apresentado. De acordo com diversas fontes a época, “Estão dispostos a utilizar a dotação orçamental, em vez de renunciar da compra.”

O Ministério da Defesa colocou o helicóptero da AgustaWestland, uma divisão da hoje Leonardo, como um dos finalistas da competição, e ela emergiu como vencedora para o contrato multimilionário para fornecer 12 helicópteros AW-101 VVIP para a Força Aérea da Índia (IAF).

Avaliados em US$ 800 milhões (US$ 63 milhões cada helicóptero, em valores da época), os helicópteros seriam usados pela Presidente e pelo Primeiro Ministro.

Fontes no estabelecimento de defesa e segurança disseram que a Leonardo protocolou uma carta retirando suas reivindicações de 350 milhões de euros pelo pedido cancelado dos helicópteros VVIP.

Eles acrescentaram que o levantamento da proibição permitirá que Leonardo, anteriormente conhecido como Finmeccanica, participe do Projeto 75 da Marinha da Índia, sob o qual seis submarinos Classe Scorpene estão sendo construídos.

Os submarinos, quatro dos quais já foram entregues à Marinha, não têm os torpedos pesados que seriam adquiridos da Leonardo.

Esta aquisição foi negada porque a empresa italiana estava na lista negra e não havia margem de manobra.

A Leonardo agora pode participar de licitações abertas pelo Governo Indiano (Defesa).

O levantamento da proibição também garante que Leonardo poderá participar das próximas licitações navais para os novos radares e torres para seus navios de combate de nova geração.

Fontes disseram que várias extensões de suspensão de negócios que envolviam a Leonardo e datadas de 2014 foram suspensas, mas antes que a proibição fosse levantada, a investigação do Central Bureau of Investigation e do Enforcement Directorate sobre o golpe do helicóptero VVIP levou à exclusão da empresa de um grande número de projetos de defesa onde tinha produtos para competir com outros concorrentes, incluindo vários negócios que envolveriam a compra de helicópteros navais.

A empresa italiana, profundamente atingida pelo escândalo, também passou por um exercício de reformulação de sua marca global e mudou seu nome de Finmeccanica para Leonardo em 2016.

Com sede na Itália, os produtos e soluções Leonardo são usados em mais de 150 países em todo o mundo.

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Roberto Caiafa
Jornalista e Repórter Fotográfico especializado na Editoria de Defesa com mais de 15 anos de experiência profissional. Corresponsal no Brasil de Infodefensa desde abril de 2011. Youtube Canal Caiafamaster (https://www.youtube.com/c/caiafamaster)

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