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Embarcações chinesas, pesca ilegal e Galápagos: como o Equador tem se comportado enquanto ator internacional?

  • Recursos pesqueiros do mundo pilhados pela China

O colosso asiático é a segunda maior economia do mundo, desde 2011.

Naquele ano a China ocupou o posto que era do Japão.

Em 2011 o PIB chinês chegou a US$ 5,88 trilhões ante US$ 5,47 trilhões do Japão. Segundo especialistas, ‘o resultado era impensável há uma década, quando o Produto Interno Bruto (PIB) chinês representava apenas um terço do japonês’… ‘no ritmo atual, a China deverá superar os Estados Unidos e se tornar a maior economia do mundo até 2030’.

No entanto, um dos últimos países comunistas do mundo não faz concessões. Seus trabalhadores são dos mais pobres do mundo.

Só um regime ‘linha dura’ para conseguir crescer sua economia, não necessariamente aumentando salários.

Assim é a China, país que não respeita regras de democráticas, nem tratados internacionais que julga prejudiciais.

Agora, o país é acusado pela pilhagem dos Recursos pesqueiros do mundo. Há quatro anos, frotas de navios pesqueiros às centenas vêm ocupando a região de águas internacionais entre a ZEE Equatoriana continental e a arquipelágica de Galápagos, aproveitando-se da migração de várias espécies marinhas protegidas para capturá-las de forma predatória.

No dia 16 de julho de 2020, 260 embarcações, compostos na maioria de navios chineses, e em menor número de outros países, como Panamá e Libéria, foram avistadas pela Armada Nacional equatoriana.

Quando, em 2017, constatou-se que um navio chinês carregava 300 toneladas de espécies de tubarão protegidas, a problemática se tornou alvo da mídia internacional.

Espécies como as que estavam sendo caçadas tinham um papel fundamental no equilíbrio da população de outras espécies, como foi dito por Walter Bustos, ex-diretor do Parque Nacional de Galápagos, e que participara da abordagem ao barco chinês.

Outras espécies, tanto de lulas como de arraias, também estão tendo suas populações comprometidas.

A problemática se evidencia quando boa parte destas embarcações desliga o sistema de monitoramento – o Sistema de Identificação Automático (AIS, no inglês) –, disposto pela Organização Marítima Internacional (OMI), ou burlam o sistema, duplicando o mesmo sinal para duas embarcações, o que permite que um navio continue em mar aberto com o sinal ligado, enquanto outro, com o AIS desligado, adentra uma ZEE nacional para realizar a pesca ilegal, não reportada ou não regulada (pesca IUU, do inglês).

A pesca de espécies protegidas em períodos de migração pode representar um sério problema ao equilíbrio ambiental marinho, principalmente quando relacionado à fauna de Galápagos, um ecossistema delicado com muitas espécies endêmicas e Patrimônio Natural da Humanidade declarado pela UNESCO.

Além da pesca ilegal, a quantidade de lixo descartado nos oceanos por essas frotas pode ser comprometedora para espécies marinhas.

A volta destas frotas de navios pesqueiros em julho deste ano levou o governo equatoriano a estabelecer quatro eixos de ação para tratar do problema, como foi informado pelo jornal Primicias: (i) vias bilaterais diretamente com a China; (ii) vias multilaterais, principalmente com a Organização Regional de Ordenação Pesqueira do Pacífico Sul (OROP-PS) e com a Comissão Interamericana do Atum Tropical (CIAT); (iii) cooperação com as autoridades do Peru e da Colômbia; e (iv) a Convenção das Nações Unidas sobre Direito do Mar (CONVEMAR).

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Roberto Caiafa
Jornalista e Repórter Fotográfico especializado na Editoria de Defesa com mais de 15 anos de experiência profissional. Corresponsal no Brasil de Infodefensa desde abril de 2011. Youtube Canal Caiafamaster (https://www.youtube.com/c/caiafamaster)

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1 Comment

  1. Será que num rola um tiro ao alvo com canhão de 40mm(ou os acho que 25mm dos classe Amazonas) não hein já q o governo chinês liberou o tiro em barcos nas suas águas.

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