COBERTURADESTAQUEMAR

Dia do Fuzileiro Naval (7 de Março)

Fuzileiros Navais é a designação do Corpo de Infantaria de Marinha do Brasil.

O nome vem da arma que estas forças usavam inicialmente, o fuzil.

(TODAS AS FOTOS POR ROBERTO CAIAFA)

Estas forças são especialmente vocacionadas para a realização de operações anfíbias, abordagens em alto mar, segurança de navios de guerra e defesa de instalações navais.

Os seus membros são rigorosamente escolhidos e recebem um treino especial, sendo considerados tropas de elite.

O Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) é uma unidade da Marinha do Brasil. Encontra-se presente em todo o território nacional, quer ao longo do litoral, quer nas regiões ribeirinhas da Amazônia e do Pantanal, atuando em tempo de paz na segurança das instalações da Marinha e no auxílio a populações carentes através de ações cívico-sociais desenvolvidas regionalmente pelos Distritos Navais.

No exterior, zela pela segurança das embaixadas do Brasil na Argélia, no Paraguai, no Haiti e na Bolívia.

Tem participado de todos os conflitos armados da História do Brasil.

História

A Brigada Real da Marinha foi a origem do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil.

Criada em Portugal em 28 de agosto de 1797, por Alvará da rainha d. Maria I, chegou ao Rio de Janeiro, em 7 de março de 1808, acompanhando a família real portuguesa que transmigrava para o Brasil, resguardando-se das ameaças dos exércitos invasores de Napoleão.

Dizia o Alvará: “Eu, a Rainha, faço saber aos que este Alvará com força de lei virem, que tendo-me sido presentes os graves inconvenientes, que se seguem, ao meu Real Serviço, e à disciplina da Minha Armada Real, e o aumento de despesa que se experimenta por haver três corpos distintos a bordo das naus e outras embarcações de guerra da Minha Marinha Real, quais são os Soldados Marinheiros: sendo consequências necessárias desta organização, em primeiro lugar, a falta da disciplina que dificilmente se pode estabelecer entre os Corpos pertencentes a diversas repartições: em segundo, a falta de ordem, que nascem de serem os Serviços de Infantaria e de Artilharia, muito diferentes no mar do que são em terra: e ser necessário que os Corpos novamente embarcados aprendam novos exercícios a que não estão acostumados. Sou servida mandar criar um Corpo de Artilheiros Marinheiros, de Fuzileiros Marinheiros e de Artífices e Lastradores debaixo da Denominação de Brigada Real da Marinha…”

O batismo de fogo dos Fuzileiros Navais ocorreu na expedição à Guiana Francesa (1808/1809), com a tomada de Caiena, cooperando ativamente nos combates travados até a vitória, garantindo para o Brasil o atual Estado do Amapá.

Nesse mesmo ano, 1809, d. João Rodrigues Sá e Menezes, conde de Anadia, então ministro da Marinha, determinou que a Brigada Real da Marinha ocupasse a Fortaleza de São José, na Ilha das Cobras, onde até hoje os Fuzileiros Navais têm seu “Quartel-General”.

Após o retorno do rei d. João VI para Portugal, um batalhão da Brigada Real da Marinha permaneceu no Rio de Janeiro.

Desde então, os soldados-marinheiros estiveram presentes em todos os episódios importantes da História do Brasil, como nas lutas pela consolidação da Independência, nas campanhas do Prata e em outros conflitos armados em que se empenhou o País.

Ao longo dos anos, o Corpo de Fuzileiros Navais recebeu diversas denominações: Batalhão de Artilharia da Marinha do Rio de Janeiro, Corpo de Artilharia da Marinha, Batalhão Naval, Corpo de Infantaria de Marinha, Regimento Naval e finalmente, desde 1932, Corpo de Fuzileiros Navais (CFN).

Durante a Segunda Guerra Mundial, foi instalado um destacamento de Fuzileiros Navais na Ilha da Trindade, para a defesa contra um possível estabelecimento de base de submarinos inimigos e, ainda, foram criadas Companhias Regionais ao longo da costa, que mais tarde se transformaram em Grupamentos de Fuzileiros Navais.

Os combatentes anfíbios embarcaram, também, nos principais navios de guerra da Marinha do Brasil.

O Brasil, apesar de conviver pacificamente na comunidade internacional, pode vir a ser compelido a envolver-se em conflitos gerados externamente, devido a ameaças ao seu patrimônio e a interesses vitais, bem como em atendimento a compromissos assumidos junto a organismos internacionais, fruto do desejo brasileiro em assumir uma participação ativa no concerto das nações no século 21.

A Marinha do Brasil, parcela das Forças Armadas com a responsabilidade de garantir os interesses brasileiros no mar e em áreas terrestres importantes para o desenvolvimento das campanhas navais, encontra-se estruturada como uma força moderna, de porte compatível com as atuais possibilidades do País, capaz de dissuadir possíveis agressores, favorecendo, assim, a busca de soluções pacíficas das controvérsias.

Uma das suas tarefas é a projeção de poder sobre terra. Para tanto, além do bombardeio naval e aeronaval da costa, poderá a Marinha valer-se dos fuzileiros navais para, a partir de operações de desembarque, controlar parcela do litoral que seja de interesse naval.

Essas operações, comumente conhecidas como Operações Anfíbias, são consideradas por muitos como sendo as de execução mais complexa dentre todas as operações militares.

Atualmente a MB dispõe de tropa profissional apta a executar, com rapidez e eficiência, ações terrestres de caráter naval, as quais lhe confere credibilidade quanto à sua capacidade projeção sobre terra.

Na década de 1950, o CFN estruturou-se para emprego operativo como Força de Desembarque, passando a constituir parcela da Marinha destinada às ações e operações terrestres necessárias a uma campanha naval.

Mais recentemente, os Fuzileiros Navais, como Observadores Militares da Organização das Nações Unidas (ONU), atuaram em áreas de conflito, como El Salvador, Bósnia, Honduras, Moçambique, Ruanda, Peru e Equador.

Em Angola, como Força de Paz, participaram da Missão de Verificação das Nações Unidas (Unavem-III) com uma Companhia de Fuzileiros Navais e um Pelotão de Engenharia.

O Corpo de Fuzileiros Navais hoje

Efetivos e missão: Treinados como “Força de Pronto Emprego”, conta atualmente com cerca de 15 mil homens, todos voluntários e concursados. Profissionais de combate em terra, ar e mar, a sua missão é a de garantir a projeção do poder naval em terra, por meio de desembarques realizados em conjunto com navios e efetivos da Marinha.

No caso do Brasil essa é uma missão complexa, uma vez que o território do país compreende cerca de 8,5 milhões km², um litoral de mais de 7.400 km com dezenas de ilhas oceânicas, e uma rede hidrográfica navegável de aproximadamente 50.000 km de extensão.

Nesta última compreende-se a Amazônia brasileira. Cobrir climas e paisagens naturais tão diversificadas como os pampas do Rio Grande do Sul, o pantanal do Mato Grosso do Sul, a caatinga da região Nordeste e a selva amazônica, exige um treinamento do mais elevado padrão, agilidade e versatilidade.

Desta maneira existem unidades treinadas em técnicas de demolição, ações especiais, paraquedismo, ações nas selvas, na montanha e no gelo, e em ações helitransportadas.

Meios: Para cumprir as suas missões, os Fuzileiros Navais são desembarcados dos navios da Marinha do Brasil, quer utilizando embarcações de desembarque, veículos anfíbios ou helicópteros.

Para isso contam com o apoio do fogo naval e/ou aeronaval. Uma vez em terra, operam os seus próprios meios, que incluem blindados, artilharia de campanha, artilharia antiaérea, engenharia de combate, comunicações e guerra eletrônica.

Treinamento: Para estarem aptos a cumprir as suas missões, os fuzileiros passam por um rigoroso treinamento físico, normalmente com muitas corridas, calistênicos, noites sem dormir, natação, apneia, tiro prático com armamentos diversos, especialmente fuzis, rapel e artes marciais.

Lema: O lema do Corpo de Fuzileiros Navais é “Ad sumus”, expressão latina que, em língua portuguesa, significa “Aqui estamos!”

Missão

O CGCFN tem o propósito de contribuir para o preparo e aplicação do Poder Naval, no tocante às atividades relacionadas com o pessoal, o material e o detalhamento da doutrina, específicos do CFN.

Para consecução do seu propósito, cabem ao CGCFN as seguintes tarefas: – superintender as atividades e os serviços administrativos e técnicos executados pelos órgãos subordinados; – superintender a administração do pessoal do CFN; – superintender as atividades relativas ao recrutamento e ao preparo técnico profissional do pessoal do CFN; – Supervisionar as atividades referentes ao planejamento do preparo da mobilização e da desmobilização do subsistema de pessoal do CFN; – Supervisionar a obtenção, modernização, conversão, manutenção e abastecimento dos meios de Fuzileiros Navais, inclusive seus sistemas e equipamentos; e – superintender as atividades que contribuam para o desenvolvimento da doutrina, da técnica e dos meios empregados pelos Grupamentos Operativos de Fuzileiros Navais.

Cabe, ainda, ao CGCFN:  propor ou opinar sobre a criação ou extinção de OM de Fuzileiros Navais, alteração de sua organização ou de sua lotação; e
– Propor ou opinar sobre a introdução nas tabelas de dotação das OM de Fuzileiros Navais de novos itens de material ou modificações dos já existentes, ressalvados os aspectos técnicos e gerenciais de responsabilidade dos demais ODS; em situação de mobilização, conflito, estado de defesa, estado de sítio, intervenção federal e em regimes especiais, cabem ao CGCFN as tarefas que lhe forem atribuídas pelas Normas e Diretrizes referentes à Mobilização Marítima e às emanadas pelo comandante da Marinha.

What is your reaction?

Excited
0
Happy
0
In Love
0
Not Sure
0
Silly
0
Roberto Caiafa
Jornalista e Repórter Fotográfico especializado na Editoria de Defesa com mais de 15 anos de experiência profissional. Corresponsal no Brasil de Infodefensa desde abril de 2011. Youtube Canal Caiafamaster (https://www.youtube.com/c/caiafamaster)

You may also like

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.

More in:COBERTURA