COBERTURA

CRESCE O NÚMERO DE PESSOAS NA FRONTEIRA DOS EUA COM O MÉXICO

La Migra (Border Patrol)

Março de 2021 registrou o maior número – nos últimos 15 anos – de pessoas apreendidas pelas autoridades americanas por tentarem entrar ilegalmente nos Estados Unidos através da fronteira com o México, em busca de refúgio ou asilo na América. Foram aproximadamente 171 mil prisões efetuadas somente em março, e ao todo já são mais de 300 mil somando-se os três primeiros meses do ano.

A mais recente “crise na fronteira” transformou-se no primeiro grande desafio do governo Biden, que embora seja declaradamente a favor de políticas pró-imigração, precisa dar uma resposta positiva para a sociedade americana em relação ao controle da entrada de imigrantes indocumentados nos EUA.

De acordo com especialistas em imigração, a tendência é que o fluxo imigratório em direção aos EUA se intensifique ainda mais nos próximos meses, principalmente de pessoas provenientes de regiões mais carentes da América Central, como El Salvador, Guatemala e Honduras. Em geral, estrangeiros que acreditam que com Joe Biden no poder os Estados Unidos “abrirão suas portas” para a chegada de imigrantes necessitados.

“Realmente, desde que Biden assumiu, em janeiro, foi criada uma expectativa de que os EUA irão tratar a questão da imigração de uma forma totalmente oposta à da gestão anterior. Entretanto, existem leis que precisam ser cumpridas e, infelizmente, nem todos os imigrantes se qualificam para entrar e permanecer em território americano. O presidente precisa encontrar agora a medida certa entre ser “pró-imigrante” e ao mesmo tempo combater a imigração ilegal no país.” – Observou Felipe Alexandre, advogado de imigração.

Em 2020, a maioria de imigrantes vindos da fronteira do México não conseguiu entrar nos EUA devido a uma medida conhecida como Título 42, que permitia a “expulsão” imediata de quaisquer pessoas, incluindo crianças, tentando entrar no país sem autorização. A administração Biden, por sua vez, modificou esta regra no início do ano, permitindo ao menos a entrada de crianças desacompanhadas. Entretanto, a maioria dos adultos continuam sendo expulsos e enviados de volta ao México.

“A boa notícia é que cerca de 90% das crianças que chegam agora conseguem se unir a um familiar que já está nos EUA. Além disso, temos visto um esforço do governo atual em buscar a reunificação de famílias de imigrantes separadas na fronteira – declarou novamente Felipe Alexandre, que também é proprietário da AG Immigration, escritório americano especializado em green cards e imigração legal nos Estados Unidos.

Como tentativa não só de controlar a situação atual na fronteira com o México, mas também para prevenir novos problemas desse tipo no futuro, o presidente Biden enviou ainda em março uma delegação chefiada pela ex-embaixadora Roberta Jacobson ao país vizinho, com a missão de definir uma estratégia comum e um plano eficaz e humanitário de cooperação, que prevê inclusive cerca de quatro bilhões de dólares enviados pelos EUA para diversos países da América Central, sobretudo aqueles que nos últimos anos foram mais afetados por problemas políticos, econômicos ou por desastres naturais.

Sob o programa de tolerância zero para imigração ilegal, o governo republicano de Donald Trump começou a separar crianças de seus pais desde maio de 2018, a maioria delas fugindo da pobreza extrema e violência de seus países de origem. Calcula-se que quase 3.000 crianças foram separadas de suas famílias durante este período.

Entretanto, críticos do governo Biden tem se manifestado sobre a situação na fronteira lembrando que historicamente os governos democratas prendem e deportam mais imigrantes ilegais do que os governos republicanos, apesar do discurso pró-imigrante dos atuais governantes. Eles alegam, por exemplo, que durante os oito anos do governo Obama (2009-2016) foram deportados aproximadamente 3 milhões de pessoas. Um recorde histórico no país.

Democratas e republicanos também tem discordado sobre a polemica proposta do governo Biden em relação a uma possível anistia para 11 milhões de pessoas atualmente indocumentadas nos Estados Unidos, e a votação da anistia que era prevista para março, deve agora se arrastar pelos próximos meses, até que chegue a um acordo satisfatório para ambos os partidos.

É claro que a questão não é só a fronteira e nem a anistia para ilegais, mas de todos os temas relacionados a imigração que são debatidos nos Estados Unidos hoje em dia, e que tem como “pano de fundo” a polarização política entre democratas e republicanos. No entanto, estou confiante que os congressistas americanos irão atuar não somente com objetivos políticos, mas como representantes do desejo do povo dos EUA. A Imigração é um dos temas que merecem mais atenção dos governantes americanos nesse momento. Afinal, os Estados Unidos são, por origem, uma nação formada por imigrantes, e isso nunca irá mudar” – afirmou Felipe Alexandre.

Felipe Alexandre

Dr. Felipe Alexandre é advogado americano/brasileiro de imigração e fundador da AG Immigration: Ele é considerado há vários anos pelo “American Institute of Legal Counsel” como um dos 10 melhores advogados de imigração de NY e referência sobre vistos e green cards para os EUA.

AG Immigration

A AG Immigration é um dos mais prestigiados escritórios de imigração nos EUA, que vem ajudando centenas de brasileiros qualificados a obterem o green card para morar, trabalhar e empreender legalmente na América.

Site: https://agimmigration.law/

e-mail: info@agimmigration.law

Fone: +1 (407) 728-6033 (11) 4210-3678

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Roberto Caiafa
Jornalista e Repórter Fotográfico especializado na Editoria de Defesa com mais de 15 anos de experiência profissional. Corresponsal no Brasil de Infodefensa desde abril de 2011. Youtube Canal Caiafamaster (https://www.youtube.com/c/caiafamaster)

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