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CVX da Coréia do Sul: HHI apresenta seu novo projeto para o Porta-Aviões Sul Coreano!

A Hyunday Heavy Industries surpreendeu o mercado de construção naval militar durante a edição 2021 da feira naval MADEX, que ocorre em Busan, na Coréia do Sul, apresentando um novo desenho completamente diferente das propostas anteriores do estaleiro e dos concorrentes para a licitação CVX, com uma série de novas funcionalidades.

O novo desenho apresentado pela HHI tem um deslocamento vazio de 30.000 toneladas, mede 60 metros de largura, 270 metros de comprimento e apresenta um convés de voo de 260 metros.
Traduzindo, o novo projeto é muito mais longo (tamanho geral) mesmo mantendo um deslocamento semelhante aos desenhos anteriores.
Essa é uma afirmação do fabricante bastante contestada por especialistas que acreditam que o CVX da HHI deverá se aproximar das 60.000 toneladas carregado, colocando pressão no orçamento disponível para esse navio e posicionando-o muito mais próximo dos porta-aviões classe Queen Elizabeth do Reino Unido.
Outra novidade na popa do novo projeto é um espaço dedicado a operações de pouso e decolagens de drones com cinco spots demarcados na metade direita da área, o que demonstra a cada vez mais importante presença de veículos aéreos não tripulados autônomos a bordo de navios como o novo porta-aviões sul-coreano.
Logo abaixo dessa posição também existe um deck alagadiço para lançamento e recolhimento de embarcações não tripuladas e/ou embarcações de assalto anfíbias.
O convoo dedicado as operações aéreas apresenta uma nova ski-jump maior e centralizada na proa, e também possui uma área total maior em comprimento, largura e profundidade, melhorando o manejo de aviões e helicópteros e aumentando a segurança das operações, além de entregar mais espaço útil.
Esse novo arranjo permitiu aperfeiçoar significativamente o desenho das duas “ilhas” do navio, sendo uma destinada a navegação e comando da embarcação e a outra totalmente dedicada as operações aéreas.

O novo ski-jump aumentado permite aos caças STOVL F-35B decolarem mais facilmente quando completamente carregados.
A capacidade de carga nas aeronaves durante operações embarcadas depende de muitas variáveis, tais como vento, humidade, etc.
Ter um ski-jump alongado oferece um bônus, as decolagens dos F-35B passam a ser menos influenciadas por estas condições durante as operações de voo, aumentando a segurança e a disponibilidade do navio.
Com a maior oferta de espaço também foi possível expandir a ala aérea embarcada, e agora o CVX da HHI transporta tanto helicópteros navais anti-submarinos e anti-superfície, como também pode receber e operar helicópteros de ataque, demonstrando que o projeto apresenta alto grau de interoperabilidade com outras forças sul-coreanas.
Outro detalhe é o reposicionamento dos elevadores de aeronaves, sendo que um deles fica entre as duas ilhas da superestrutura a boreste, permitindo o rápido manuseio de aeronaves do hangar para o convoo e vice-versa.
Esses elevadores também terão sua tonelagem (peso que podem carregar) expandida.
Tal como a concepção anterior da HHI, o navio será capaz de transportar um arranjo de até 16 a 20 caças de 5ª geração F-35B, bem como helicópteros.
Nas operações de assalto anfíbio, até 30 helicópteros poderão ser recebidos e operados a bordo.
O navio dispõe de ilhas gémeas e dois elevadores de aeronaves em ambos os lados do convoo.
A primeira ilha será responsável pelas operações gerais do navio em si, enquanto a segunda ilha desempenhará as funções de controle do voo das aeronaves.

Segundo os técnicos da HHI, o novo desenho em forma de X das novas ilhas remodeladas oferecem vantagens únicas.
O radar AESA destinado a defesa do navio e controle das aeronaves no ar também foi reposicionado no novo projeto.
As novas ilhas em X fornecem um grau significativo de furtividade, reduzindo a secção transversal global radar do navio.

Isso também permitiu instalar o radar AESA do navio mais abaixo na ilha a vante do navio.
Isto porque a parte da ilha onde o radar será instalado é inclinada, o que significa que o sensor não terá seu sinal degradado pelas operações de voo, liberando mais espaço para outros equipamentos serem posicionados no topo da ilha.

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Roberto Caiafa
Jornalista e Repórter Fotográfico especializado na Editoria de Defesa com mais de 15 anos de experiência profissional. Corresponsal no Brasil de Infodefensa desde abril de 2011. Youtube Canal Caiafamaster (https://www.youtube.com/c/caiafamaster)

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